quinta-feira, 17 de abril de 2014

Conheça destinos que são ótimos para pedalar

Quatro lugares ao redor do mundo que são tendência entre os ciclistas
Tour na França passa por cenários que inspiraram artistas famosos
Tour na França passa por cenários que inspiraram artistas famosos/Foto: Drevojan - Fotolia.com

/Foto: Drevojan - Fotolia.com

Sejam montanhas, templos antigos, praias ou precipícios, percorrer caminhos pedalando é uma das melhores formas de se conhecer um lugar. "Explorar um destino de bicicleta permite viver cada local como seus habitantes, descobrindo riquezas que não estão programadas nos guias turísticos", afirma Tomas Perez, presidente da agência Teresa Perez Tours. Alguns destinos ganham a preferência dos apaixonados por bike e oferecem atividades inesquecíveis.

Provence, França
Com início em Avignon e término em Jougas, o percurso de bike pela Provence passa por campos de lavanda, cerejeiras, cenários que inspiraram pinturas de Van Gogh, Cézanne e Gauguin, além de verdejantes colinas e aldeias que mais parecem ter parado no tempo. Os vinhos, as noites frias, o vilarejo de tirar o fôlego em Gordes à beira de um precipício e os animados mercados ao ar livre irão marcar a memória de todo ciclista viajante.

Creta, Grécia
A ilha de Creta, na Grécia, é um ótimo destino para ciclistas que curtem apreciar belezas naturais. No primeiro ponto do percurso, a cidade de Rethymno, os ciclistas já podem encontrar riachos, olivais e vinhedos ao lado do Mar Egeu, passando por cachoeiras, antigas pontes de pedra e a exuberante flora e fauna que se encontra com a areia das belas praias gregas. A cidade de Chania, com o espetacular desfiladeiro de Theriso, é um dos mais importantes highlights da viagem. As pedaladas pela segunda maior cidade grega proporcionam vistas deslumbrantes, incluindo o Orange Valley e a aldeia de Meskla, em meio a exuberantes pomares.


Vietnã & CambojaBali, Indonésia
Uma das mais lindas ilhas da Indonésia, Bali possui ótimas trilhas para andar de bike. Começando no vilarejo Ubud, o circuito passa por pequenas vilas com terras de arrozais, com a opção de subir até o topo da montanha para apreciar a belíssima vista. O roteiro segue pelas ruas estreitas com destino a Penestanan, passando pelas coloridas vilas de Bongkasa e Villa Semana, pelo eclético mercado ao ar livre e pelo Templo Taman Ayun, na rodovia principal. A próxima parada é a vila Tembok, que é percorrida em sua estrada costeira. Em seguida, a pedalada segue pela movimentada Singaraja, passando pelas piscinas naturais de Air Sanih, por campos de arroz e por algumas das mais vistas para o mar de toda a viagem, até chegar a Manggis, último destino do trajeto.

Neste roteiro, os ciclistas conhecem cinco cidades asiáticas (quatro vietnamitas e uma cambojana): no primeiro destino, Hanói, os destaques são o bairro antigo com arquitetura colonial francesa, os lagos e os parques. A próxima parada é a cidadela Hué, que é Patrimônio Histórico da Unesco, com seus templos, estradas antigas e pequenos vilarejos rurais de pescadores que abraçam o mar. Em Hué, o passeio de bicicleta vai até o topo da montanha de Hai Van, que dá vista para o exuberante Mar da China. Ao descer, os ciclistas chegam à colorida cidade de Da Nang, com sua enorme frota de barcos de pesca de lulas. O percurso chega a uma das cidades mais antigas do Vietnã, Hoi An, com seu importante centro comercial. O próximo passo é cruzar o rio Thu Bom de ferry para encontrar uma série de ilhas, campos de arroz e tranquilas vilas locais. O último destino é a cidade cambojana de Siem Reap, porta de entrada para o impressionante sítio arqueológico de Angkor Wat, com seus fascinantes templos.

Os quatro roteiros citados são organizados pela agência de turismo Teresa Perez Tours.

http://www.webventure.com.br/h/noticias/conheca-destinos-que-sao-otimos-para-pedalar/33023

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Como trocar uma câmara de ar

Publicado ontem às 20:01


Banido e praticamente humilhado, mas ainda com uma ponta de humor. Lance Armstrong  ensina a trocar uma câmara de ar, fazendo piada de si mesmo como ex- 7 vezes campeão do Tour de France

Debate: Como o assédio sexual influencia em andar ou não de bike

Novo ICMS para a bicicleta será debatido em audiência pública

16/04/2014

Objetivo é promover debate entre governo, fabricantes e comerciantes sobre o ICMS


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O deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB) anunciou nessa terça-feira (15), no Plenário da Assembleia Legislativa, a realização de uma audiência pública para debater a cobrança de ICMS pelo regime de substituição tributária da bicicleta. A audiência pública “Substituição Tributária: O Novo ICMS para a Bicicleta” será realizada no próximo dia 7 de maio, a partir das 9h30, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, em parceria com a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguacu).
O objetivo do evento é promover o debate – entre governo, fabricantes, comerciantes e pequenos empresários – sobre a antecipação do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida está prevista no Decreto 9.775/2013, que trata da inclusão do item “bicicleta” no regime de substituição tributária ou antecipação do pagamento do ICMS. Desde o dia 1.º de março, bicicletas e outros itens passaram a ser enquadrados no regime, que transfere para a indústria, de uma única vez, a cobrança do ICMS, antes realizada em várias etapas ao longo da cadeia.
A proposta é considerada pelo governo como um sistema que aumenta o controle da arrecadação e reduz a evasão fiscal – já que concentra o recolhimento em um contribuinte só. “Já levei o assunto ao governador Beto Richa, e a nossa intenção é promover uma reunião mais ampla para discutir o decreto e subsidiar uma conversa como o Governo do Estado”, explicou o deputado Cheida.
O parlamentar lembrou que o Paraná inicia – pela primeira vez em sua história – uma discussão estadual, democrática e descentralizada sobre a mobilidade pelo uso da bicicleta. "O Governo está elaborando juntamente com especialistas e entusiastas uma política que pense a cidade para as pessoas, incentivando o uso da bicicleta. O decreto precisa estar alinhado com a intenção do Governo neste sentido", ressaltou Cheida. Segundo o IBGE, 40% das pessoas que usam a bicicleta no Brasil têm renda mensal de até R$1.200,00.
http://www.hnews.com.br/noticia/Dw4NDAsKCQgHBgUEAwIBANjPqrB2HY-p1eBjMJxqGYs,/novo_icms_para_a_bicicleta_sera_debatido_em_audiencia_publica_.html

Brasil: Belém doa 5000 bicicletas para alunos irem à escola Capital do estado do Pará facilita acesso às escolas para diminuir as faltas dos alunos.

15 de Abril 2014,

A cidade de Belém, capital do estado brasileiro do Pará facilita acesso às escolas para diminuir as faltas dos alunos. 15 de Abril 2014, 19h02Nº de votos (0) Comentários (1) Por:Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil  
 A cidade de Belém, capital do estado brasileiro do Pará, encontrou uma forma barata, prática e de resultados imediatos para resolver a carência de transporte escolar nos bairros mais afastados e para diminuir o elevado número de faltas às aulas de alunos que tinham dificuldade para chegar à escola.   
A câmara comprou com recursos próprios 5000 bicicletas para doar a estudantes que habitam bairros da periferia e das ilhas que cercam a cidade, permitindo-lhes acesso mais fácil e rápido ao estabelecimento de ensino onde estudam.   
De acordo com o que uma porta-voz da Secretaria Municipal de Educação adiantou ao "Correio da Manhã", de Janeiro até à semana passada, quando foi feita a mais recente cerimónia de entrega de bicicletas em escolas primárias e preparatórias do município, 2500 "magrelas" já foram parar nas mãos de outros tantos alunos que vivem em bairros da região de Icoaraci, bem distante do centro, e na ilha do Mosqueiro. Até Junho, mais 2500 estudantes de outras regiões vão ser beneficiados com as restantes bicicletas já adquiridas, e mais serão compradas se se mostrar necessário.   
As bicicletas, ainda segundo aquilo que foi avançado ao CM, são doadas a alunos com 10 anos ou mais que vivem em regiões afastadas, onde o transporte regular é escasso ou mesmo inexiste. Com as "Bics", os alunos ganham mobilidade e facilidade para irem diariamente à escola, reduzindo a evasão escolar.   
Ao mesmo tempo, esses estudantes diminuem significativamente o desgaste provocado pelas longas caminhadas que muitos tinham de fazer para irem à escola, onde já chegavam exaustos, e que no final das aulas tinham que repetir para voltarem para casa. Além de tudo o mais, em regiões como as citadas, onde o poder de compra das famílias é baixo e as opções de lazer são tão escassas quanto o transporte, as bicicletas doadas à criançada transformaram-se numa alegre forma de diversão e convívio nos fins de semana e outros tempos livres.
 Por uma questão de segurança, o projecto atende apenas crianças e adolescentes de famílias carentes que vivem e estudam na periferia de Belém e em locais ainda mais distantes, como as ilhas, deixando de fora alunos igualmente carentes mas que vivem no centro urbano da capital paraense. 
A edilidade considerou que seria muito perigoso dar bicicletas a crianças e adolescentes que vivem na zona urbana, pois o trânsito na cidade é muito mais intenso do que nas áreas afastadas e poderia colocar os menores em risco ao terem que disputar espaço com carros, autocarros e camiões.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/brasil-belem-doa-5000-bicicletas-para-alunos-de-bairros-distantes-irem-a-escola

Preparador físico - Fabiano Araujo


Fabiano Araujo
Médico
Ph.D. Candidate (Medicina Molecular)
Mestrado em Educação (Fisiologia do Exercício / Adulto Boa Forma)
Mestre em Ciências (Fisiologia Humana)

http://www.fcasports.com.br/

terça-feira, 15 de abril de 2014

Ela é boa na bike

O Repórter Desbravador e o Melhor Capote de Bike do Jornalismo Brasileiro

Esse garoto é fera na bike Nunca vi ninguém fazer isso

Repensando as bicicletas


BLOG DA REDAÇÃO

ARTESÃO: Rob com uma de suas belezuras

O que uma bicicleta significa para você? De uma pessoa que só pedala no parque no fim de semana até um ciclista profissional, há vários entendimentos sobre as duas rodas. O britânico Rob English sabe disso e até hoje tem uma íntima relação com as bikes. 

À frente da English Cycles, Rob fabrica os mais diferentes modelos customizados, de bicicletas infantis até de performance, passando por bikes cargueiras e de cicloturismo. “Penso na bicicleta como pura liberdade e alegria”, diz. “É a eficiência suprema do casamento entre o homem e a máquina.”

Rob costumar combinar aço, carbono e titânio para construir algumas de suas bicicletas de alta performance. Mas o que mais chama a atenção é o belo design, que se ajusta à proposta de cada bike, seja ela um modelo contrarrelógio ou uma mountain bike aro 29’’.

Ele já trabalhou em lojas de bike, cruzou a Ásia e a Oceania pedalando, competiu na estrada e disputou provas de 24 horas de mountain bike. Toda essa bagagem o ajuda a ser um dos mais respeitados construtores de bicicletas da atualidade. Morando nos Estados Unidos, Rob foi um dos vencedores do North American Handmade Bicycle Show -- um evento que reconhece e premia construtores de bikes que ainda trabalham de maneira artesanal -- em 2013

Veja a seguir alguns modelos disponíveis no catálogo da English Cycles:


Contrarrelógio


Mountain bike aro 29'' hardtail


Cicloturismo

Dobrável

Saiba mais em englishcycles.com
http://gooutside.uol.com.br/2783

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Notícias - Lance Armstrong

Jornal americano divulga nomes que ajudaram no doping de Lance Armstrong

Ex-ciclista foi banido do esporte e perdeu todos os seus títulos importantes

11/04/2014 14:13 - Atualizado em 11/04/2014 14:13
Por ahe!
RIO
O escândalo do doping de Lance Armstrong, que estava “dormindo”, acordou nesta sexta-feira. Segundo o jornal americano USA Today, documentos mostram, segundo o ex-ciclista, nomes das pessoas que o ajudaram a se dopar.

Os supostos envolvidos apontam quatro nomes: Pepi Marti (treinador), Dr. Pedro Celaya, Dr. Luis Garcia del Moral e Dra. Michele Ferrari, que faziam parte da comitiva de trabalho de Lance Armstrong. Os números crescem quando o ex-ciclista as pessoas que o ajudavam a receber as drogas: a massagista Emma O'Reilly, o mecânico Julien de Vriese e Philippe Maire, que seria o motociclista mensageiro.

Banido do esporte por conta do escândalo, Lance Armstrong perdeu seus sete títulos da Volta da França, a prova ciclística mais importante do mundo, além da medalha de bronze conquistada nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000.
http://www.ahebrasil.com.br/noticias/2014/04/11/ciclismo/jornal+americano+divulga+nomes+que+ajudaram+no+doping+de+lance+armstrong.html
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A verdade, nada mais que a verdade

Foto: GABRIEL BOUYS/AFP
Foto: GABRIEL BOUYS/AFP
Bristol (EUA) – Aos poucos, mais coisas vem sendo conhecidas da saga de Lance Armstrong, o mitológico ganhador de sete Tours de France, cuja desmoralização como habitual consumidor de doping ameaçou e ainda ameaça  o renome do  ciclismo como esporte.
Pela primeira vez, ao responder por escrito perguntas em uma ação judicial nos Estados Unidos, Lance Armstrong concorda em dizer que era “um trapaceiro, um embusteiro”. Antes,  em sua entrevista a Oprah Winfrey, ele diz que não se considerava como tal, “já que todos os outros ciclistas também estavam dopados”.
Agora ele reconhece que burlou “as regras do ciclismo”.
Outro ponto importante da atual ação judicial foi que, também pela primeira vez – e por escrito – Armstrong concordou em revelar os nomes de alguns de seus cúmplices em doping, entre eles três médicos: Michele Ferrara, Pedro Celaya e Luís Garcia del Moral. Outros cúmplices são Johan Bruyneel, durante longos anos manager de sua equipe, Chris Carmichael, seu técnico e conselheiro, Pepe Marti, antigo treinador, Thom Weisel, investidor financeiro na carreira de Armsrtrong.
Lentamente, a sórdida história no mundo do ciclismo de alto nível começa a aparecer. Quando toda ela for exposta, Armstrong terá prestado uma contribuição mais valiosa para o ciclismo do que suas vitórias no Tour de France.
http://www.gazetaesportiva.net/blogs/joseinaciowerneck/2014/04/12/a-verdade-nada-mais-que-a-verdade/

Bicicleta Maria Mole

A rainhazinha

José Horta Manzano

Bicicleta 2
Você sabia?
O pouco caso que se faz da bicicleta no Brasil contrasta com o prestígio de que ela goza em outras partes do mundo. Na Europa em particular. Na França, por sinal, tem o apelido de «petite reine» ― a rainhazinha.
Os primeiros veículos de transporte pessoal apoiados sobre duas rodas já existiam desde princípios do século XIX. No entanto, não eram dotados de pedal, o que tornava seu uso problemático na subida.
Nos anos 1860, o estabelecimento parisiense Maison Michaux lançou a bicicleta com pedais, novidade absoluta para a época. A partir de então, o veículo se popularizou. Numa época sem automóveis, poder triplicar ou quadruplicar a velocidade de deslocamento era uma revolução!
A minha também é Peugeot!
A minha também é Peugeot!
A Europa do Norte conheceu, em poucos anos, uma revoada de magrelinhas. A novidade teve especial sucesso em regiões de planície ― é fácil entender por quê. Norte da França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, norte da Alemanha, norte da Itália são bons exemplos.
Com a popularização, o novo veículo foi objeto de melhoramentos constantes. Foi-se tornando mais confiável, mais seguro, mais resistente, mais veloz. Quem fala em velocidade, pensa em competição. Foi exatamente o que aconteceu.
Na virada do século XIX para o século XX, surgiram grandes concursos nacionais de corrida por etapas. Cada país fez questão de ter o seu. O Tour de France (1903), o Giro d’Italia (1909), a Vuelta a España (1935), competições prestigiosas, têm sido disputadas sem interrupção até hoje. Só foram suspensas durante períodos de guerra.
Trecho da corrida Paris-Roubaix
Trecho da corrida Paris-Roubaix
Além dos incontornáveis concursos nacionais, que duram de uns poucos dias a três semanas, há inúmeras corridas regionais ou locais, com duração de algumas horas. Uma das mais antigas é a Paris-Roubaix, que se realiza a cada ano, sempre no mês de abril. A edição 2014 tem lugar neste 13 de abril.
Como seu nome indica, o percurso original levava da capital a Roubaix, no extremo norte, fronteira com a Bélgica. Já faz quase 50 anos que, apesar do nome, a partida é dada em Compiègne, a uns 70km da capital. Essa corrida é cognominada Inferno do Norte.
Campeão Paris-Roubaix 2013
Campeão Paris-Roubaix 2013
A razão de qualificativo tão drástico é o fato de uma parte do percurso se efetuar em estrada revestida de paralelepípedos. Sem ser ciclista, cada um pode imaginar o que isso representa de sacolejo, escorregão e pneu furado.
Ciclistas belgas constituem a vasta maioria dos campeões do passado. De cada duas edições, nos últimos 50 anos, uma foi vencida por um corredor belga. Vamos ver quem será o primeiro a cumprir os 257km hoje.
Uma curiosidade dessa corrida é o troféu. O vencedor tem direito a… um paralelepípedo! Limpinho, lavado, escovado, montado sobre uma base, é verdade, mas sempre paralelepípedo será. O mais difícil é, depois de horas de suadeira, ainda encontrar força para fazer o tradicional gesto de levantar os 15-20kg do troféu e exibi-lo à multidão.
Até hoje, a História não registra nenhum vexame.
Interligne 18b
Informação complementar:
Um ciclista holandês venceu a Paris-Roubaix 2014. E não deixou cair o paralelepípedo.
http://brasildelonge.com/tag/giro-ditalia/

sexta-feira, 11 de abril de 2014

De volta para a estrada

BLOG DA REDAÇÃO

Com o fim do inverno na Europa, começam as provas mais maravilhosas do ciclismo de estrada – veja aqui as novidades deste ano para as Grandes Voltas da modalidade

Por Leandro Bittar


BELÍSSIMA: Montanhas e campos verdejantes marcam as paisagens do Giro d' Italia
(Foto: Tim de Waele/Corbis)


GIRO D’ITALIA
Quando >> De 9 de maio a 1º de junho

A prova >> Depois de uma edição épica em 2013, com muita neve e frio, a primeira grande volta ciclística do ano apresenta um percurso mais “humano” e um dia a mais de descanso (três, no total) ao longo de suas 21 etapas. A disputa da maglia rosa (camisa rosa de primeiro colocado) vai começar em uma sexta-feira, com um contrarrelógio por equipes em Belfast, na Irlanda do Norte, e termina 3.450 quilômetros depois, em Trieste, no nordeste da Itália. O traçado atende a todo tipo de ciclista, com oito etapas planas para os velocistas, três contrarrelógios (um por equipes, um individual e uma crono-escalada) e nove chegadas em subida. Mesmo assim, o campeão será um grande escalador. O temido Monte Zoncolan, com trechos de 25% de inclinação, na penúltima etapa, será o auge da disputa.


Os caras >> O atual campeão Vincenzo Nibali (da equipe Astana) abdicou de defender o título para lutar pela camisa amarela do Tour de France (TdF). Assim a grande estrela do Giro deste ano é o escalador colombiano Nairo Quintana (da Movistar), vice-campeão do TdF e um dos mais empolgantes ciclistas da atualidade. Dois rivais na disputa pela camisa rosa são o colombiano Rigoberto Urán (da Omega Pharma Quick-Step) e o australiano Richie Porte (do Team Sky), que lutarão em benefício próprio depois de anos trabalhando para a dupla de britânicos Bradley Wiggins e Chris Froome (ambos vencedores do TdF). Correm por fora os veteranos Joaquim Rodriguez (da Katusha), Cadel Evans (da BMC) e Ivan Basso (da Cannondale).


Por que assistir >> Più bella, più dura. A linda paisagem italiana, favorecida pela época do ano, ainda com neve nas montanhas, torna o Giro d’Italia uma das Voltas mais interessantes de se acompanhar, mesmo para quem não entende nada de ciclismo. As duras montanhas garantem embates acirrados até o final. Não à toa, a organização define esta prova como a mais dura e mais bela da modalidade. Se você só tiver uma chance para confirmar isso, assista à 18ª etapa (dia 29 de maio), que percorrerá os míticos Passo di Gavia e Passo dello Stelvio, antes da escalada final, no Val Martello.

Marco Pantani >> Este ano, a prova homenageia os dez anos da morte do ciclista Marco Pantani, o maior ídolo da história recente do país. O poderoso escalador será lembrado em duas montanhas duríssimas que brilhou: a Oropa (14ª etapa) e o Montecampione (15ª).

Barolo >> A volta italiana possui inúmeras referências da cultura italiana, e poucas coisas revelam tanto do país quanto sua gastronomia. O decisivo contrarrelógio individual na 12ª etapa selecionará quem está apto ao título deste ano; o vencedor dessa etapa será recebido na cidade de Barolo com um belo brinde do vinho mundialmente reconhecido pelo mesmo nome.

Novo ídolo >> Entre os melhores ciclistas do mundo, existem alguns ainda mais especiais. Um deles é Nairo Quintana. O jovem colombiano de 24 anos pode fazer história ao levar seu país ao topo do Giro pela primeira vez. Com uma grande equipe para ajudá-lo (a Movistar), Quintana pode surpreender. Um título em uma grande volta é um passo importante para ele se firmar como um dos grandes nomes do esporte – e, ele vencendo ou não, com Quintana o espetáculo é garantido.

Onde assistir >> ESPN, Gazzetta.it e RAI

Site oficial >> www.giroditalia.it



INCROYABLE: Os melhores ciclistas do planeta te aguardam no Tour de France
(Foto: A.S.O.)


TOUR DE FRANCE

Quando >> De 5 a 27 de julho


A prova >> A mais famosa volta ciclística do planeta começa na Inglaterra, em Yorkshire, e roda pela Grã-Bretanha até a terceira etapa, que terá final em Londres. Depois do enorme sucesso de 2007, quando três milhões de espectadores acompanharam o Tour na terra da Rainha, espera-se novamente um grande público graças ao sucesso recente dos “locais” Bradley Wiggins e Chris Froome, campeões em 2012 e 2013, respectivamente. Froome, aliás, é o grande favorito. O percurso lhe favorece, principalmente o crono individual de 54 quilômetros, na penúltima etapa. A grande preocupação será sustentar esse favoritismo durante três semanas (3.656 quilômetros totais), incluindo alguns dias críticos, como o quinto, que percorrerá trechos de paralelepípedos da prova Paris-Roubaix, e a 18ª etapa, que passa pelo mítico Col du Tourmalet e termina na escalada do Hautacam, montanha famosa por ter decretado o fim do domínio do espanhol Miguel Indurain no Tour de France, no ano 1990.


Os caras >> O britânico Chris Froome (Team Sky) é o grande favorito, porém o Tour de France reúne sempre os melhores ciclistas da temporada, e neste ano não será diferente. A ausência mais sentida será do vice-campeão de 2013, o colombiano Nairo Quintana (da Movistar). Joaquim Rodriguez (da Katusha), que completou o pódio em 2013, também não estará na disputa. Campeão do Giro no ano passado, Vincenzo Nibali (da Astana) é considerado o principal rival, seguido dos espanhois Alberto Contador (da Tinkoff) e Alejandro Valverde (da Movistar). Há ainda novos nomes que rejuvenesceram a lista dos “top 10” do evento, como os norte-americanos TJ Van Garderen (da BMC) e Andrew Talansky (da Garmin), que correm por fora na disputa por um lugar entre os melhores.


Por que assistir >> Não existe evento mais importante para ciclistas, equipes, patrocinadores ou qualquer outra pessoa ligada ao ciclismo de estrada. Só para se entender a dimensão desta volta, o campeão do Tour do ano passado recebeu da organização uma premiação cinco vezes maior do que o campeão do Giro (450 mil euros contra 90 mil euros), e todos os ganhos indiretos acompanharam aproximadamente a mesma proporção. O nível da disputa é altíssimo, o que, inevitavelmente, transforma a competição em um jogo de xadrez cheio de estratégias para ver quem é o melhor.


Pavés >> Vários trechos de paralelepípedo do percurso da mítica prova Paris-Roubaix, como o Carrefour d’Arbre, estarão no traçado da 5ª etapa deste ano, somando 15,4 quilômetros de trepidações e pânico para os líderes. Eles sabem que esse tipo de terreno aumenta os riscos de queda e pode tirá-los da disputa pelo título, como aconteceu em 2010, quando o luxemburguês Frank Schleck quebrou a clavícula e Lance Armstrong teve um pneu furado.


Mulheres >> Atendendo aos pedidos das ciclistas profissionais, a organização do Tour realizará uma disputa feminina antes da última etapa da volta francesa, na avenida Champs-Élysées, em Paris. Uma grande conquista para elas e um aquecimento mais do que especial para o encerramento da competição.


Onde assistir >> ESPN, TV5 e na internet (links em www.steephill.tv)


Site oficial >> www.letour.com


GUAPA: Em meio às belezas da Espanha, a Vuelta
apresenta jovens talentos da estrada
(Foto: Tim de Waele/Corbis)


VUELTA A ESPAÑA

Quando >> De 23 de agosto a 14 de setembro


A prova >> Última grande volta da temporada, a Vuelta é a “prima pobre” entre as três. Na maioria das vezes com menos estrelas e mais jovens promessas, a competição tem um menor nível técnico. Porém se trata de um evento repleto de surpresas, ataques e reviravoltas. A edição de 2014 será a mais curta das grandes voltas, com 3.181 quilômetros e toda disputada em solo espanhol, com largada no Sul, em Jerez de la Frontera, e final no norte, em Santiago de Compostela. Sua característica mais marcante na história recente são as duras montanhas. Neste ano, por exemplo, serão 40 escaladas categorizadas e oito finais em subida. A última etapa será um contrarrelógio individual com dez quilômetros de extensão. Talvez seja pouco para alterar algo na classificação geral, no entanto vale lembrar que o campeão de 2013, o norte-americano Chris Horner, tinha apenas três segundos de vantagem para o rival Vincenzo Nibali no último dia de disputa pela camisa vermelha.

Os caras >> Com o percurso selecionado e a agenda dos rivais definida, o grande favorito para a Vuelta 2014 é Joaquim Rodriguez (da Katusha). Aos 35 anos, ele tem a melhor oportunidade de sua carreira para realizar o feito, que escapou de suas mãos em 2012. Os compatriotas Alejandro Valverde e Alberto Contador despontam como principais rivais, porém a briga pelo título da Vuelta sempre guarda surpresas, como ocorreram durante as vitórias recentes de Juan José Cobo (2011) e Chris Horner (2013).

Por que assistir >> Por pura emoção. Nos três últimos anos, foi sem dúvida a grande volta mais emocionante na disputa pelo título, como o embate entre Froome e Cobo, em 2011, o ataque surreal de Contador em 2012 e a milimétrica guerra entre Nibali e Horner na última edição.

Ataques >> Uma série de fatores torna a Vuelta menos tensa que suas co-irmãs. Algumas equipes já cumpriram seus principais objetivos, outras já estão fisicamente no limite e várias estão pensando na temporada seguinte. Jovens nomes, atletas que tiveram imprevistos durante o ano (um acidente, por exemplo) e veteranos em busca de um último contrato disputam a competição de peito aberto, e o que se vê é uma briga mais acirrada do que nos demais eventos.


Revelações >> Leopold König, Warren Barguil e Kenny Elissonde foram alguns dos jovens que venceram etapas na última edição, mostrando que a Vuelta tem se tornado um palco de promissores talentos.


Ancares >> A Vuelta sempre reserva uma subida colossal para a penúltima etapa. Este ano será Ancares, uma montanha com 17 quilômetros de extensão e 7% de inclinação média. Porém, como sempre dá para apimentar um pouco mais, a subida final será precedida de outras seis (!) montanhas categorizadas (geralmente são quatro categorias de dificuldade, além das ‘hors catégorie’, as mais longas e difíceis de uma competição).


Onde Assistir >> ESPN e na internet (links em www.steephill.tv)


Site oficial >> www.lavuelta.com


Tempo de primavera
A partir deste mês, fique ligado nas curtas e míticas provas “clássicas” do ciclismo


QUEM CONTA OS DIAS para os grandes eventos do ciclismo profissional já sabe: abril é o mês das clássicas. Claro que há provas de um dia durante toda a temporada, mas nada se compara com o que acontece neste mês, incluindo três das cinco Monumentais: Volta de Flandres (dia 6), Paris-Roubaix (dia 13) e Liège-Bastogne-Liège (dia 27) – a título de curiosidade, as outras duas Monumentais são as italianas Milão-São Remo (23 de março) e a Volta da Lombardia (5 de outubro).

Para quem não acompanha o ciclismo tão de perto, as provas de abril são tão aguardadas pelos fãs como as grandes voltas. É recorrente alguns campeões do Tour de France brilharem nessa época também, mas, atualmente, os ciclistas capazes de se destacar nesse tipo de competição estão cada vez mais especializados. Elas acontecem, principalmente, na Bélgica e na França e podem ser subdivididas em dois blocos. As Clássicas de Primavera – capitaneadas pelas provas Gent-Wevelgem (que este ano será no último dia de março), a Volta de Flandres e a Paris-Roubaix – têm como principal atrativo os desafiadores trechos de paralelepípedo. Nelas brilham nomes como o do belga Tom Boonen e o suíço Fabian Cancellara. Nos dois finais de semana seguintes acontecem as Clássicas das Ardenas, geralmente disputadas por outros tipos de ciclistas, como o belga Philippe Gilbert e o espanhol Joaquim Rodriguez, mais aptos a superar as curtas e duras subidas da Amstel Gold Race, da Flèche-Wallone e da Liège–Bastogne–Liège.

(Reportagem publicada originalmente na Go Outside de abril de 2014)
fonte: http://gooutside.uol.com.br/2774

Detran-PR terá questão obrigatória sobre bicicleta na prova teórica

Manual com legislação comentada sobre bicicletas no trânsito e adesivo sobre respeito ao ciclista serão entregues junto com a CNH.

10/04/14
Quem quiser tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Paraná ou passar pelo curso de reciclagem de motoristas terá de saber obrigatoriamente as questões da legislação envolvendo as bicicletas e os ciclistas no trânsito. O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) deverá tornar obrigatório o conteúdo em pelo menos uma das 30 questões que compõem o teste teórico para emissão da carteira de motorista.
O compromisso de incluir as questões do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) nos teses foi formalizado em uma reunião na tarde desta quinta-feira (10) entre representantes da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu) e o diretor-geral do Detran-PR, Marcos Traad.Atualmente, as provas do Detran são geradas por sorteio aleatório com base em um banco de dados com um total de 1.540 questões — das quais apenas 22 se referem diretamente à legislação de trânsito sobre bicicletas, ciclistas ou ciclovias. Atualmente, a probabilidade de que um motorista responda ao menos uma questão sobre a bicicleta no trânsito é de 1,42% — ou seja, de cada 70 provas aplicadas, apenas acaba recendo esse tipo de conteúdo.
Sede do Detran-PR: bicicletas serão conteúdo obrigatório na prova para emissão da CNH.
Sede do Detran-PR: bicicletas serão conteúdo obrigatório na prova para emissão da CNH.
Com a mudança, o sistema passará obrigatoriamente a incluir uma questão na prova teórica, tornando o conteúdo parte do processo de aprendizagem dos novos motoristas. “Isso gera um efeito positivo e envolve também os Centros de Formação de Condutores (CFCs), que passam a ensinar o tema com mais atenção”, avalia Traad. O resultado esperado é, através do processo educacional, fomentar a cultura do respeito e aumentar a segurança nas ruas e estradas do Paraná tanto para quem dirige quanto para quem pedala.
Segundo o Detran, ainda não há prazo definido para essa nova exigência entrar em vigor, mas houve o compromisso do diretor do órgão em colocá-la em prática. O próximo passo será a formação de um grupo de trabalho interno para implantar a medida e fazer as mudanças necessárias no sistema de informações que gera o conteúdo das provas do Detran-PR. Essa alteração é simples uma vez que autorizada, segundo fontes da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). “Se a mudança no sistema é fácil, então há como fazer. É uma medida altamente pertinente e interessante”, diz Traad.
Para complementar as questões já existentes no banco de dados do Dentran-PR, a CicloIguaçu e os ciclistas em geral também poderão dar contribuições, com conteúdo pertinente ao tema das bicicletas no trânsito.
CNH e manual
Na reunião, também foi discutida a idéia de entregar ao todos os motoristas do Paraná, junto com a CNH, uma cópia do manual sobre a legislação de trânsito e os ciclistas. O material, produzido pela ONG Transporte Ativo, traz uma coletânea dos artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que fazem referência aos ciclistas, com interpretação e comentários. O condutor também deverá receber um adesivo referente ao artigo 201 do CTB, que considera infração média, passível de multa, deixar de guardar distância de 1,5 metro ao passar ou ultrapassar bicicleta. A operacionalização da medida será estudada pelo coordenador de educação para o trânsito do Detran-PR, Juan Ramón Soto Franco.
http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/ir-e-vir-de-bike/detran-pr-tera-questao-obrigatoria-sobre-bicicleta-na-prova-teorica-para-carteira-de-motorista/

Ciclistas comemoram mais bicicletas nas ruas: "É pontapé inicial para o esporte"

Atletas profissionais dizem que onda da mobilidade pode atrair novos praticantes. É possível começar a competir com uma bicicleta que custa aproximadamente R$ 3 mil

Divulgação/ZDL
"Europeu nasce em cima de uma bicicleta", Raiza Goulão, atleta do mountain bike
Diversas capitais pelo Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife ou Brasília, contam com ciclofaixas para quem quiser arriscar umas pedaladas. Empresas espalham bicicletas para serem alugadas pelas cidades e está cada vez mais na moda trocar o carro e até o transporte público pelas bikes para ir ao trabalho. Os atletas profissionais do ciclismo agradecem.
Para eles, a prática nas ruas, por lazer, também incentiva o esporte. “É o pontapé inicial. Tem que ter esse começo. Tem gente que nem tem bike e está lá andando. Ele pode se apaixonar e pensar: ‘E se eu for para uma trilha?’. Depois, vai para uma competiçãozinha e nem vai para ganhar, mas para conhecer, e começa a ver um outro mundo. Daí para frente se apaixona e vira um vício”, analisa Raiza Goulão, melhor brasileira no ranking mundial de mountain bike no estilo cross country. “É uma droga saudável que a gente tem e o vício só vai crescendo”, fala a atleta.
A bicicleta na rua pode ter relação com os resultados no esporte de alto rendimento. Por exemplo, a Suíça é líder mundial entre homens e mulheres no mountain bike. E o país é conhecido como reduto das bicicletas, com nove ciclovias que cruzam todo o território nacional, além de 54 rotas regionais e mais 68 locais.
“Acho que tem relação, sim. É a questão da cultura e da tradição dos outros países e que ainda estamos um pouco a desejar. A maioria dos brasileiros nasce com a bola no pé e o europeu nasce em cima de uma bicicleta. Nos Mundiais que eu fui , eu vi crianças que acho que não tinham nem dois anos fazendo coisas que eu demorei muito para fazer. Acho que é uma questão de cultura e quando tiver meu filho, o primeiro presente vai ser uma bicicletinha”, fala Raiza.
Veja alguns brasileiros que sonham com as Olimpíadas de 2016 no ciclismo: 
Isabella Lacerda e atletas da seleção patrocinados pela Shimano fizeram um camp trainning em Ibiúna, São Paulo. Foto: Divulgação
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Isabella Lacerda, segunda brasileira no ranking mundial de MTB, concorda com a companheira e completa. “Com essa questão da mobilidade tão em alta e o pessoal pedalando mais, a mídia em si também se envolve. E o esporte acontece quando a mídia está junto”, opina a ciclista.
Para Isabella, os amadores já estão se envolvendo mais com o esporte. “Qualquer hora você sai na rua e vê gente pedalando e também usando equipamentos, como luva ou capacete. Isso já um bom sinal porque já sabem que não é só sair e pedalar, tem que usar equipamento”, diz.
Investimento de R$ 1,1 mil para começar
Ao se tratar de um esporte que envolve equipamentos, logo surge a questão: quanto vou gastar? Quem decide comprar uma bicicleta para uso urbano e para ter conforto em suas pedaladas deve investir em torno de R$ 1,1 mil, segundo Eduardo Matsuoka , analista de vendas da Shimano, empresa especializada em componentes e acessórios para bicicleta, pesca e remo e patrocinadora de atletas de diversas disciplinas do ciclismo.
Divulgação
Largada de prova masculina de mountain bike cross country, modalidade olímpica
Se gostar e decidir começar a competir, o gasto aumenta um pouco. “Para ciclismo de estrada ou MTB as bikes têm valores parecidos. No mercado dá para encontrar boas bicicletas por R$ 2,8 mil ou R$ 3 mil. E não será uma bicicleta apenas, mas uma que vai aguentar trilhas duras e muitos quilômetros”, afirma Matsuoka.
Ele ainda lembra que com equipamento como esse como base, é possível mudar acessórios e “turbina-lo” de acordo com a evolução no esporte. Foi esse o caminho de Isabella Lacerda. “Minha primeira bike custou uns R$ 700. Depois montei outra com uns R$ 1500 e dei uma melhoradinha”, lembra a atleta, que faz parte do Team Shimano e está no mountain bike desde 2009.
No mercado atual, há bicicletas que contam com as mais diversas tecnologias e com os mais variados preços. “Para competição de alto rendimento hoje em dia deve-se gastar em torno de R$ 15 mil”, analisa Matsuoka. “Mas em termos de tecnologia e avanços, o céu o limite”, brinca.
Entretanto, ciclistas lembram que apesar dos valores, que podem ser altos, o que vale é investir no pessoal. “Ciclismo não é só a bicicleta. Temos toda a preparação física e mental e isso conta muito”, ressalta Isabella. Já Luciano Kdra, veterano no esporte, tem um ditado e se explica: “Digo que a peça mais importante é a que vai entre o pedal e o guidom e o real investimento tem que ser nessa peça. Você tem a melhor bike e pega um morro. O que vai fazer? O morro não passa cartão de crédito”.
http://esporte.ig.com.br/maisesportes/ciclismo/2014-04-10/ciclistas-comemoram-mais-bicicletas-nas-ruas-e-pontape-inicial-para-o-esporte.html