terça-feira, 22 de julho de 2014

No limite! Sede de completar a Tour de France faz ciclistas protagonizarem imagens chocantes

Atletas mostram superação na tradicional competição realizada na Europa

Uma das provas mais prestigiada do esporte no mundo, a Tour de France parece gerar certa magia para os ciclista que sonham em completar suas etapas. Para aqueles que acham que um acidente pode tirar a gana dos atletas da competição, as fotos a seguir mostram que a sede em cruzar a linha de chegada não tem limites e faz com que eles protagonizem imagens chocantes

A ciclovia da av. dos Andradas precisa de conexão!

by  | jul 21, 2014

A ciclovia da Av. dos Andradas foi uma das primeiras a serem implantadas em Belo Horizonte. Ela compreende um trecho que se estende das proximidades da Av. Contorno até o presídio feminino, próximo à av. Silviano Brandão. Em 2011 , foi construído o trecho entre a av. Silviano Brandão e a av. Itaituba, mas sem ligação com o trecho antigo.
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A viclovia da av. dos Andradas não possui sinalização horizontal. Esse desenho foi feito por cidadãos que resolveram sinalizar a ciclovia.
edital da BHTRANS 03/2010, que gerou o contrato CT2033, previa a restauração do trecho já existente e a sua extensão para alcançar, de um lado, a ciclovia da Savassi, e, do outro, a ciclovia da av. dos Andradas entre av.Itaituba e Av. Silviano Brandão. Este edital era do tipo “por empreitada”, com escopo fechado. A ciclovia da av. dos Andradas fazia parte das rotas a serem instaladas em Belo Horizonte,conforme pode ser visto neste documento, que afirma que o terceiro segmento coincide, praticamente, com o trecho de ciclofaixa existente, na av. dos Andradas, a partir do presídio feminino.”
O contrato previa o pagamento de R$1.158.493,69 e teve um aditivo de R$24.373,24 (Termo Aditivo), somando um valor total de R$ 1.182.866,93. Quando o contrato expirou , em 29 de maio de 2012, os serviços previstos para a ciclovia da av. dos Andradas não tinham sido executados e a empreiteira responsável tinha recebido R$ 1.116.600,81 da quantia total prevista no contrato, o que corresponde a 94% do valor total. Além da ciclovia da Andradas, não foram executadas também a ciclovia da rua Itaituba e a Rota Cicloviária Norte. Da quilometragem total prevista no contrato, 18,8 Km, foram executados 9,62 Km, ou 51% do total.
A ciclovia da av. Andradas, conforme prevista pela prefeitura, não saiu do papel. A responsabilidade de torná-la mais que um projeto era do shopping Boulevard, como medida compensatória pela alteração do zoneamento feita para permitir a sua construção. De fato, existe uma lei, 9.568 de 2008, que cria o Parque Linear Bulevar Andradas e responsabiliza o empreendedor a executar todas a intervenções, incluindo a ciclovia, com R$ 5.552.634,30. O shopping teria o prazo de cinco anos para fazer todas as intervenções. O prazo expirou há mais de um ano, dia 10/06/2013. Caso o shopping não concluísse as intervenções neste prazo, ele teria que pagar uma multa de R$11.539.252,20.
Foto: Vinícius Túlio
Ciclovia sendo pintada em frente ao empreedimento na av. dos Andradas esquina com av. do Contorno. Foto: Vinícius Túlio
Passados seis anos, a ciclovia ainda não está pronta e não se tem a informação acerca do pagamento da multa por parte do shopping. Segundo a Revista Ecológico, o shopping repassou o montante R$ 5.552.634,30 para a prefeitura, para que o parque fosse feito por ela. Conforme pode ser visto Na execuçãoorçamentária do 3º quadrimestre de 2012, há, na subação “Obras do Boulevard Arrudas”, tendo como fonte a captação de recursos vinculados, um valor orçado de R$ 5.683.676,00 e R$ 0,00 desse valor pago.
Recentemente, em frente ao novo empreendimento construído na av. dos Andradas, está sendo pintada uma ciclovia. Fica a dúvida sobre ser ela a ligação entre a ciclovia da av. dos Andradas e a da Savassi (rua Piauí). No dia 18/07, os gestores públicos responsáveis pela construção de ciclovias na cidade foram indagados sobre essa nova ciclovia que está sendo pintada.
A documentação completa do Edital BHTRANS 03/2010 pode ser obtida pelo link: http://goo.gl/DYGt8g.
 Veja na imagem abaixo os trechos que precisam ser interligados. Em vermelho, o trecho existente. Em amarelo, o trecho em construção. Emverde, o trecho que precisa ser ligado.

http://bhemciclo.org/a-ciclovia-da-av-dos-andradas-precisa-de-conexao/

Papo Bike é Legal #02 - Privatização do espaço público nas cidades

Não sou contra ciclovia, mas... | Bike é Legal

Bikes se transformam em cadeiras de rodas

Internos da Papuda fazem os veículos


 Redação Jornal Coletivo
Bicicletas apreendidas pelas delegacias se tornam instrumentos de trabalhoFoto: divulgaçãoBicicletas apreendidas pelas delegacias se tornam instrumentos de trabalho
Bicicletas que viram cadeiras de rodas e transformam vidas. Com essa premissa, a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap) da Secretaria de Justiça do Distrito Federal executa há mais de um ano o projeto Liberdade sobre Rodas. A ideia é capacitar profissionalmente os internos presos do Centro de Internamento e Reeducação (CIR) da Papuda para fazerem os veículos, que serão doados a pessoas de baixa renda.

As bicicletas, fruto de apreensões feitas pelas delegacias do Distrito Federal ou confiscadas por instituições ligadas ao Tribunal de Justiça, são transformadas em cadeiras de rodas durante as oficinas de serralheria, pintura, funilaria e tapeçaria, dentro da própria Papuda.

Para colaborar com a produção dos internos, basta levar as bikes à sede da Funap, que fica no SIA Trecho 2, lotes 1835/1845 (ao lado do Corpo de Bombeiros).
http://coletivo.maiscomunidade.com/conteudo/2014-07-21/cidades/10239/BIKES-SE-TRANSFORMAM-EM-CADEIRAS-DE-RODAS.pnhtml

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cresce número de pessoas que usam bicicleta como meio de transporte em BH

Usuários enfrentam topografia difícil e trânsito perigoso nas ruas e avenidas da capital


Publicação: 20/07/2014 06:00 Atualização: 20/07/2014 08:06

Pequenas, frágeis e ecologicamente corretas, as bicicletas estão vencendo a dura batalha no trânsito caótico de Belo Horizonte e são cada vez presentes no cotidiano da cidade. Três anos depois da retomada da implantação de ciclovias na cidade, é visível como as bicicletas se multiplicaram. Os reflexos desse crescimento são sentidos em vários segmentos: o número de pessoas interessadas em aprender a usar esse meio de transporte e se informar sobre as melhores rotas aumentou de maneira expressiva nos clubes de ciclismo. No comércio, lojas especializadas em mountain bike (usadas em trilhas off road) mudaram de foco e passaram a vender bicicletas urbanas – principalmente as dobráveis – e acessórios como cestinhas e alforjes, para ajudar nas compras de supermercado. 

Para comprovar a expansão do uso das bicicletas em BH, o Estado de Minas foi às ruas e constatou que na ciclovia da Rua Professor Morais, na Região Centro-Sul, o número de bicicletas que hoje passam pela faixa exclusiva dos ciclistas é 146% maior do que há dois anos. A contagem foi feita na quinta-feira, entre 8h e 12h. Neste intervalo, 61 ciclistas usaram a ciclovia e três a cruzaram, passando pela Avenida Afonso Pena. A média de 16 ciclistas por hora é bem superior à de 6,5 por hora registrada em 2012, quando foram contados 26 ciclistas no mesmo intervalo de tempo. 


Na comparação com estudo semelhante feito em 2010 pelo Mountain Bike BH, a pedido da BHTrans, o aumento é ainda maior. Na época, quando a ciclovia da Professor Morais ainda não havia sido implantada, foram registrados apenas 21 ciclistas, média de 5,2 por hora. 

Dados da Pesquisa Origem e Destino – feita pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) – já revelou a adesão às ciclovias. Em 2000, no primeiro estudo, eram 25 mil viagens diárias. Há dois anos, o número saltou para 130 mil viagens por dia e a previsão é alcançar 250 mil viagens em 2020.

O jeito é pedalar 

Um dos novos adeptos da bicicleta como meio de transporte é o engenheiro Felipe Carvalho, de 29 anos. Diariamente, ele vai de casa, no Bairro Anchieta, até o trabalho, no Funcionários, ambos na Região Centro-Sul. “A ciclovia me deixa na porta do meu serviço”, conta. O cabeleireiro Rubens Ramos, de 46, também abriu mão do carro particular. Morador do Bairro Saudade, ele pedala diariamente para o trabalho, na Savassi. “Já que carro não anda e transporte coletivo não funciona, o jeito é pedalar”, avalia. A produtora cultural Siomara Faria, de 31, que trabalha no Centro, também se decidiu pela bike depois de pensar nas complicações do trânsito. “De ônibus, gastaria mais tempo e de carro fica inviável diante da falta de estacionamento e dos constantes engarrafamentos”, afirma. No Sesc Paladium, onde trabalha, não está sozinha quando o assunto é bicicleta. Os colegas Rafael Guimarães e Gisele Milagres também usam a bicicleta diariamente para ir trabalhar.
http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/07/20/interna_gerais,549859/cresce-numero-de-pessoas-que-usam-bicicleta-como-meio-de-transporte-em-bh.shtml

Sócios faturam R$ 3,4 milhões por ano com locação de bicicletas em SP

Empresários trabalham com aluguel, manutenção e venda de produtos.

Eles têm 1.500 bicicletas para alugar, em quatro pontos da capital paulista.

Do PEGN TV

Em São Paulo, os sócios Luiz Pina e Geraldo Ramos investiram pesado no negócio de bicicletas, com aluguel, manutenção e venda de produtos sofisticados. Eles têm 1.500 bicicletas para alugar, em quatro pontos de São Paulo, que custaram entre R$ 600 e R$ 1.800 cada. De acordo com os empresários, a bicicleta se paga em um ano, se rodar no mínimo seis horas nos finais de semana.
Os empresários também aproveitaram o espaço e a clientela para montar uma loja. Eles vendem bicicletas sofisticadas, além de peças, acessórios, equipamentos de segurança e até patins e skates. A empresa venceu uma licitação para locar bicicletas no Parque Villa-Lobos, no bairro Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. O espaço tem uma ciclovia interna e é ideal para pedalar, com mais de 730 mil metros quadrados, e recebe 20 mil pessoas por fim de semana.
Cada bicicleta chega a passar pelas mãos de oito pessoas em dias de movimento intenso. O faturamento anual do negócio gira em torno de R$ 3,4 milhões e a empresa espera abrir mais três pontos de aluguel de bicicletas até o fim do ano.
http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2014/07/socios-faturam-r-34-milhoes-por-ano-com-locacao-de-bicicletas-em-sp.html

Dicas para começar a pedalar e perder peso

Confira dicas para andar de bicicleta com segurança

Patchnride,sistema de reparação de pneus fácil

Apertem os cintos, o conforto sumiu: poltrona vira selim em projeto da Airbus

20/07/2014 | 12h46min

Numa clássica cena do filme "E.T.", de Steven Spielberg, o menino Elliot e seu amigo extraterrestre sobrevoam um precipício numa bicicleta, com a lua cheia ao fundo. O que parecia possível apenas no cinema, começa a tomar forma na indústria da aviação. Não, não assistiremos a bicicletas com asas. Deixe a mágica das telas de lado e se prepare para um cenário bem mais realista – e desconfortável –, em que as fileiras de poltronas nas aeronaves se assemelham a uma grande bicicleta coletiva, sem guidom ou rodas.
É mais ou menos isso que a fabricante de aeronaves europeia Airbus está propondo em um pedido de patente protocolado no Escritório Europeu de Patentes. A inusitada proposta pretende reduzir o espaço entre os assentos, permitindo às companhias aéreas transportar mais passageiros por avião, elevando a receita por voo. Ao mesmo tempo, a nova estrutura é mais leve que a poltrona convencional, contribuindo para a economia de combustível.
No design proposto pela Airbus, o lugar onde o passageiro senta se assemelha ao banco de uma bicicleta, com reentrâncias para as pernas. E o encosto praticamente some: em vez de vir até os ombros, para na altura da lombar. Essa estrutura é presa a barras horizontais enfileiradas, onde também estão os descansos para os braços, única parte do novo produto que ainda lembra uma poltrona de avião tradicional.
Os novos assentos se retraem quando não são usados e podem ser ajustados para que o passageiro busque o melhor ângulo para sentar. Ao que tudo indica, aviões com essa configuração não comportariam serviço de bordo, pois nos desenhos usados para demonstrar o funcionamento do assento-bicicleta não há referência a bandejas retráteis. Ou seja, além de abrir mão do conforto, o passageiro que escolher voar em uma avião assim também correria o risco de ficar sem lanche.
Por enquanto, diz a Airbus, os novos assentos estão em fase conceitual. "Protocolamos centenas de patentes a cada ano. Isso é o que companhias inovadoras fazem. A maior parte delas nunca chega a virar realidade", afirmou a companhia, em nota. No documento arquivado no escritório europeu, a empresa não dá detalhes de largura ou espaço entre bancos. Diz apenas que eles poderiam ser usados em voos de curta duração.
Para Janaína Alvarenga, da Associação de Proteção e Assistência aos Direitos da Cidadania e do Consumidor, o risco de ideias como essa é que elas se tornem um padrão na indústria:
— O brasileiro tende a pagar mais pelo conforto quando viaja de avião. Ele só se sujeita a uma situação menos confortável quando não tem (dinheiro) ou quando não há opção. Nessa situação, o que se pode fazer do ponto de vista de defesa do consumidor é questionar a segurança.
No Brasil, quem atesta a segurança da aeronave é a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Qualquer avião deve passar no teste de evacuação de passageiros em até 90 segundos. Se fileiras apertadas e assentos desconfortáveis não forem empecilho para isso, a princípio, tudo bem.
MAIOR NÚMERO DE ASSENTOS EM ESTUDOS
A Boeing não foi tão longe, mas estuda ampliar o total de assentos de aeronaves modelo 737 MAX 8, a pedido de clientes. Mesmo que isso signifique menos espaço para as pernas. "Um MAX 8 com 200 assentos oferece 11 assentos adicionais com potencial de lucro para as companhias aéreas, além de reduzir os custos operacionais em 5%", diz a Boeing.
A busca por ganhos às custas do conforto do passageiro não é nova. Em 2009, a irlandesa Ryanair criou polêmica ao anunciar que estudava a possibilidade de transportar passageiros em pé, cobrando menos pelo bilhete. Ao que se sabe, o projeto não foi adiante.
Para o engenheiro reformado da Força Aérea Brasileira (FAB) Wilson Cavalcanti, as propostas surgem porque há quem aceite pagar menos por menos:
— Se a ideia da Airbus vingar é porque há demanda de mercado.
Um mercado que vem provando ter imaginação fértil como a do cinema, mas com bem menos encanto.

. Foto: O GLOBO
O Globo 
http://www.paraiba.com.br/2014/07/20/58974-apertem-os-cintos-o-conforto-sumiu-poltrona-vira-selim-em-projeto-da-airbus

Estudo aponta que quem anda de bicicleta é mais feliz

Fonte/Autoria.: Fonte: DPVAT
O tipo de transporte que escolhemos no nosso dia a dia afeta o nosso bom humor? Qual a influência que andar de carro, ônibus, metrô ou bicicleta pode ter em nosso bem estar? 
Um estudo divulgado por pesquisadores da Clemson University, nos EUA, se propôs a analisar essa relação e comprovou: pessoas que usam a bicicleta nos seus deslocamentos diários são geralmente mais felizes do que aqueles que dirigem carro ou utilizam transporte de massa.
 
“Nossos resultados sugerem que o uso da bicicleta pode ter benefícios além daqueles associados à saúde e mobilidade normalmente citados”, dizem os autores.

“Valorizar a 
experiência emocional no trânsito pode ser tão importante quanto melhorar os recursos de serviços tradicionais, como rodovias e tempo de viagem”, acrescentam.

O estudo ainda fornece informações sobre formas de melhorar os serviços de transporte existentes e de que forma os investimentos em mobilidade podem trazer resultados mais positivos. De acordo com a publicação, passageiros de carro vêm logo atrás dos ciclistas no quesito “felicidade” e condutores de automóveis ficam em terceiro lugar.
 
Os menos felizes da lista são pilotos e passageiros de ônibus e os autores explicam que isso tem a ver com o trajeto mais longo e menos confortável e, muitas vezes, pelos congestionamentos.
 
Que tal então uma pedalada com segurança? Independente do destino, estaremos mais felizes. Além disso, nosso planeta agradece!
 
http://www.segs.com.br/so-seguros/92-seguros-b/772-estudo-aponta-que-quem-anda-de-bicicleta-%C3%A9-mais-feliz.html

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Bicicleta que se equilibra sozinha é desenvolvida nos EUA

A Jyrobike – como é chamada – mantém a criança em linha reta, elimina o uso de rodinhas e diminui o número de quedas

Por Flavia Bezerra - 17/07/2014 17h04 - atualizada em 17/07/2014 18h23
Com auxílio do pai, garotinha faz teste da Jyrobike (Foto: Reprodução/YouTube)
Você se lembra quando aprendeu a andar de bicicleta? Certamente, foram muitas quedas e arranhões. Pensando nas crianças que estão aprendendo a pedalar, uma empresa norte-americana desenvolveu uma bicicleta que se equilibra sozinha e elimina a necessidade do uso de rodinhas pelas crianças.
Esse motor na roda dianteira fica protegido por um painel supertecnológico, cheio de botões e luzes de led. Além disso, a bicicleta possui buzina e um aviso sonoro, que alerta quando a bateria precisa ser recarregada. Chamada de Jyrobike, ela possui um motor – alimentado por bateria recarregável - em sua roda dianteira, que funciona como um giroscópio, fornecendo uma força estabilizadora. É isso que corrige a direção da bicicleta, mantendo a criança em linha reta, caso ela se desequilibre durante o percurso.
O conceito original da Jyrobike foi desenvolvido por alunos da Escola de Engenharia de Thayer, nos Estados Unidos, como parte de um projeto de pós-graduação. O primeiro protótipo feito pelos estudantes foi premiado em 2011 e 2013. Neste mesmo ano, o empresário inglês Robert Bodill comprou os direitos e montou uma equipe para começar a produção. Atualmente, o projeto também é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento.
Comercialização da bicicleta

Infelizmente, a Jirobike ainda não é comercializada. O objetivo da empresa é vender mais de 100 mil dólares (cerca de R$ 250 mil) no Kickstarter, site de financiamento coletivo, logo no início das vendas, que serão feitas no próprio site da empresa.
O preço inicial da bicicleta é 100 dólares, mais ou menos 250 reais, e campanhas de varejo serão feitas antes do Natal de 2015.
Confira abaixo o vídeo com o teste da bicicleta:
http://revistacrescer.globo.com/Curiosidades/noticia/2014/07/bicicleta-que-se-equilibra-sozinha-e-desenvolvida-nos-eua.html

CBC envia jovens promessas do ciclismo de Estrada para a Europa

16 julho 2014 por Do PortalR3 Esportes
Atletas vão participar do Projeto de Intercâmbio no Centro Mundial de Ciclismo, na Suíça



Atletas nos Jogos da Juventude 2013. (Foto: Divulgação/CBC)

Dando continuidade ao Projeto de Intercâmbio – que proporciona os atletas treinarem e competirem na Europa – a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), investindo nas categorias de base, selecionou quatro jovens promessas do ciclismo nacional para integrarem o projeto. André Gohr e Rodrigo Quirino desembarcaram na última semana e estarão passando um longo período em Aigle, na Suíça, onde serão supervisionados pela equipe multidisciplinar da UCI no Centro Mundial de Ciclismo (CMC).

O objetivo inicial é fazer uma boa preparação para disputar os Jogos Olímpicos da Juventude de 2014, que será realizado entre os dias 16 e 28 de agosto, em Nanjing, na China, e também o Mundial, entre os dias 21 e 28 de setembro, na Espanha. Os outros dois integrantes são Ana Paula Casetta e Renata Lopes, que estarão embarcando para a Suíça em setembro.

Estreando com o pé direito, André Gohr já alcançou o primeiro pódio em terras européias. O resultado aconteceu no último fim de semana. André Gohr e Rodrigo Quirino participaram de uma competição de dois dias, dividida entre uma prova Contra-Relógio, no sábado (12), e um circuito, no domingo (13). André conquistou a terceira colocação no Contra-Relógio e não escondeu a sua felicidade.

“É uma experiência completamente nova em todos os sentidos. O resultado serviu para quebrar o gelo e começar a preparação acreditando no nosso potencial. Vamos trabalhar duro para que melhores resultados possam surgir. Só tenho a agradecer a todos que torcem por mim e a CBC pela grande oportunidade”, comentou André Gohr.

Para Francisco Florencio, diretor do Departamento de Alto Rendimento da CBC, os resultados alcançados pelo projeto servirão de combustível para a continuidade dos trabalhos e motivação para surgir novos talentos. “Os atletas que estão participando do projeto de intercâmbio de treinamento e competições estão tendo a oportunidade de amadurecer sua forma competitiva. Esses resultados serão determinantes para suas carreiras como atleta e para O crescimento do ciclismo nacional, além de servirem como referência para outros jovens atletas no Brasil no futuro”, destacou Francisco.

Projeto de Intercâmbio CBC
Atualmente a Confederação Brasileira de Ciclismo, com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, contempla treze atletas no Projeto de Intercâmbio.

São seis velocistas do Ciclismo de Pista: Diefferson Borges, Flávio Cipriano, Kacio Freitas, Fernando Sikora, Gabriela Yumi e Wellyda Rodrigues. Os atletas estão reunidos no Centro Mundial de Ciclismo, na Suíça, onde realizam uma preparação especifica para disputar a Copa do Mundo, que terá a primeira etapa em novembro, na cidade de Manchester, na Inglaterra.

Além dos atletas da Pista, atualmente o Brasil também está representado no CMC por seis talentos do Ciclismo de Estrada, sendo dois atletas da Sub-23 (Caio Godoy e João Marcelo Gaspar) e quatro atletas da categoria Junior (André Gohr, Rodrigo Quirino, Ana Paula Casetta e Renata Lopes). No BMX, a representante é Thaynara Morosini.

Durante este período no projeto, os atletas estarão treinando com supervisão da UCI e participando de várias competições do calendário internacional pela Europa, incluindo Campeonatos Pan-Americanos e Mundiais.
http://www.portalr3.com.br/2014/07/cbc-envia-jovens-promessas-do-ciclismo-de-estrada-para-a-europa/#.U8lOD_ldUd0

Helsínquia quer abolir automóveis até 2025

Finlândia
A capital da Finlândia, Helsínquia, pretende substituir todos os veículos automóveis, por transportes públicos e bicicletas até 2025. A autarquia de Helsínquia quer abolir o tráfego automóvel e implementar um novo projeto que oferece um transporte coletivo que se adapte às necessidades dos cidadãos, mais prático e personalizado, avança o site menosumcarro. A intermodalidade dos transportes servirá como resposta a estas alterações, mas a cidade alia-se também à tecnologia, para manter os utentes sempre informados dos percursos e horários dos transportes, através de uma aplicação para telemóvel. Os moradores da capital finlandesa poderão ainda utilizar a aplicação para requisição de transportes, seja um táxi, um carro de aluguer ou uma bicicleta. 
Alguns críticos afirmam que o projeto é discriminatório uma vez que contempla, apenas, pessoas que possuam smartphones.

por: Miguel Ribeiro Pedras

Google Maps passa a alertar ciclistas sobre subidas nos percursos

 Há cada vez mais pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte efetivo, indo além do que muitos pensam quando dizem que elas são destinadas apenas ao lazer. Apesar de ainda haver muitas dificuldades na locomoção — conflitos com outros veículos, ciclovias e ciclofaixas insuficientes, por exemplo —, os grandes centros urbanos começam a se adaptar à propulsão humana.
Se você entendeu tudo o que acabamos de dizer, há grandes chances de que seja um ciclista e entenda perfeitamente os desafios que uma pessoa precisa enfrentar ao sair de casa com a bicicleta. E quem também está entendendo um pouco mais sobre isso é o Google Maps, que vai receber uma atualização nas versões Mobile para facilitar a vida dos ciclistas. Depois de trazer rotas para ciclistas, o serviço agora passará a contar com outro benefício.
As rotas calculadas também mostrarão os níveis de elevação das ruas que serão encontradas em cada uma das rotas. Ou seja, antes de sair de um local para chegar ao destino final, o Google Maps vai dizer qual a incidência de subidas naquele percurso — e o quão difícil será vencê-las.
Infelizmente, esta novidade será inicialmente disponibilizada apenas para os Estados Unidos. Mesmo assim, é importante lembrar que diversos outros recursos instalados no Google Maps e disponíveis no Brasil atualmente já passaram por etapas similares. Vai dizer que você não gostaria de saber exatamente quais as ruas que precisa evitar para conseguir chegar ao trabalho com o fôlego intacto?
FONTE(S)
IMAGENS
http://www.tecmundo.com.br/bicicleta/59273-google-maps-passa-alertar-ciclistas-subidas-percursos.htm

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Colecionador de bicicletas, prudentino soma 26 relíquias e fatura prêmios

Antônio Emílio Jimegez, 68 anos, começou 'brincadeira' na adolescência e se orgulha de nunca ter trocado uma bicicleta antiga por dinheiro

Por Presidente Prudente, SP
A história começou despretenciosa, há 53 anos. Em 1961, Antônio era um garoto que apenas queria uma bicicleta. O seu pai, um padeiro com dificuldades financeiras, vendeu a bicicleta do filho e comprou uma outra específica para usar nas entregas. 
Antônio e suas relíquias: o aposentado trata com carinho cada uma de suas bicicletas (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Antônio e suas relíquias: o aposentado trata com carinho cada uma de suas bicicletas (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)
Sem o brinquedo, o menino de 15 anos resolveu colocar à prova sua criatividade. Deu certo. Jimenez comprou peças baratas e montou sua primeira "relíquia", como ele mesmo define. Hoje, mais de cinco décadas depois, o aposentado soma 26 bicicletas de época, todas com mais de 40 anos. 
- Não vou parar nunca de recriar. Gosto muito do que faço. A vida toda eu mexi com bicicletas, busquei peças, restaurei modelos para deixá-los intactos. Um colecionador de verdade faz porque gosta, e não pelo dinheiro. Nunca vendi nenhum modelo.
Colecionador prudentino faz questão de mostrar o local onde tudo começa: a sua ofícina (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Colecionador prudentino faz questão de mostrar o local onde tudo começa: a sua ofícina (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)

A paixão pela atividade ganhou ares de profissionalismo. No Paraná, onde passou boa parte de sua vida, Jimenez chegou a ser dono de uma bicicletaria.
- Depois que montei minha primeira bike sozinho, meu pai resolveu me dar um apoio e eu abri uma pequena bicicletaria. Arrumava alguns modelos e criava outros, que sempre foi o meu ponto forte. Nesse período eu montei sete bicicletas. Todos ficavam doidos comigo, ninguém tinha esse número na época - brinca.
Para provar que as bicicletas funcionam, Jimenez deu uma volta em frente a sua casa (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Para provar que as bicicletas funcionam, Jimenez deu uma volta em frente a sua casa (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)
O ofício não foi adiante. O apaixonado por bicicletas se mudou para Presidente Prudente, aos 35 anos. Casado com Maria do Carmo, ele nunca abandonou o hobby. Continuou restaurando e indo atrás de melhorar seu arsenal.
São marcas italianas, brasileiras, suecas, alemãs e inglesas. O xodó do aposentado é uma Bianchi, fabricada em 1932. Toda restaurada, Jimenez se orgulha de ter o modelo em perfeitas condições. Cheio de energia, ele diz: "vou dar uma voltinha para provar que funciona".
Os troféus 
Com tantos modelos raros, os prêmios foram uma consequência. As frases gravadas nos troféus sempre exibem duas frases: bicicleta mais antiga ou bicicleta original.
- Sempre que vou em algum passeio ciclístico acabo sendo premiado. Sempre escolho um modelo para ir. Todas funcionam perfeitamente. É um orgulho para mim saber que a minha atividade é reconhecida.
Orgulhoso, Jimenez exibe troféus conquistados por cada bicicleta (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Orgulhoso, Jimenez exibe troféus conquistados com as bicicletas (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)fonte http://globoesporte.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2014/07/colecionador-de-bicicletas-prudentino-soma-26-reliquias-e-fatura-premios.html

terça-feira, 15 de julho de 2014

Lance Armstrong cogita criar uma nova fundação de combate ao câncer

Imprensa americana diz que ex-ciclista pretende voltar a trabalhar pela causa. Ele foi banido do esporte após confessar uso de substâncias proibidas durante sua carreira

Ciclismo Lance Armstrong (Foto: AP)Lance Armstrong ainda quer trabalhar pelas vítimas de câncer (Foto: AP)
Pivô do maior escândalo de doping do esporte, o ex-ciclista Lance Armstrong cogita criar uma nova fundação de combate ao câncer. Banido da modalidade ao ter confessado o uso contínuo da substância proibida Eritropoietina (EPO), o americano disse ao jornal ''De Moines Register'' que está disposto a voltar a ajudar. Aos 42 anos, ele superou a doença e criou a icônica Livestrong, mas foi afastado e se demitiu no fim de 2012.

A Fundação Livestrong foi fundada por Armstrong em 1997 e oferece apoio a pessoas com câncer. A organização ficou famosa em todo o mundo quando milhões de pulseiras de apoio foram vendidas pela causa. O atleta, que superou câncer no testículo, se afastou após ter perdido seus sete títulos do Tour da França.
De acordo com o jornal, Armstrong teria dito que ''se não é bem vindo'' na Livestrong, pretende começar outro projeto. No entanto, o atual presidente da fundação, Doug Ulman, teria dito à imprensa americana que as portas continuam abertas para o ex-atleta.
Acusações de doping mancharam carreira de Armstrong
Em 2005, Armstrong anunciou o fim da carreira. Mas, no ano seguinte, disputou a Maratona de Nova York e, em 2008, decidiu retornar ao ciclismo. Em 2011, se despediu das grandes competições internacionais. Os últimos anos da carreira do americano foram marcados por acusações de doping. Em 2005, começaram as suspeitas de que ele teria usado substâncias proibidas em 1999. Urina congelada do ciclista passou por análise, já que, na época, não havia tecnologia suficiente para isso. O resultado apontou para o uso de Erythropoietina.
Uma polêmica foi levantada a partir daí. Defensores de Armstrong argumentavam que a substância não era proibida na época. Em 2006, ele foi considerado inocente. Mas novas acusações surgiram em 2011. Dois de seus ex-colegas de equipe revelaram que o ídolo americano se dopava. Em junho do ano passado, a Usada acusou-o formalmente do consumo de substâncias ilícitas, baseando-se em amostras sanguíneas de 2009 e 2010 e nos testemunhos desses e de outros ciclistas.
http://globoesporte.globo.com/ciclismo/noticia/2014/07/lance-armstrong-cogita-criar-uma-nova-fundacao-de-combate-ao-cancer.html

Bike Parkour Streets of San Francisco! 2014



Publicado em 14/07/2014
esporte radical é adrenalina sem drogas e sem medo, é viver com emoçao que sai de dentro do peito e supera as barreiras e sem ter medo, é tudo calculado antes de fazer as manobras radicais, seja em qualquer esporte...

Estética e Bem-estar: Mountain Bike Umuarama.



Publicado em 14/07/2014
Neste programa Francisco Afonso Rosa "Chiquinho" fala sobre os tipos de bicileta, modalidades de competição e dicas para quem está começando neste esporte!

Jhonatan Baraviera fala sobre o esporte que tem conquistado muitos fãs e dá dicas de MTB!

Favela da Rocinha bike tour

Projeto de documentário português, Maria Bicicleta se propõe a contar história das ciclistas de Lisboa

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MARIA BICICLETA

Um documentário online busca retratar o cotidiano das mulheres ciclistas de Lisboa: este é Maria Bicicleta, que une a paixão pelo uso das bikes com o cotidiano de diversas ciclistas da cidade portuguesa.
"Este projeto foi iniciado em fevereiro de 2014 porque tanto eu quanto o Vitorino queríamos desenvolver trabalhos documentais no âmbito da ciclocultura" conta Laura Alves, idealizadora do projeto ao lado do fotógrafo Vitorino Coragem. "Uma vez que ambos somos jornalistas, estamos habituados a pensar em ângulo e abordagens para os temas que trabalhamos, e como eu já tinha feito trabalho com mulheres ciclistas, a ideia de fazer algo mais aprofundado, e num formato digital,surgiu muito naturalmente" conta Laura.
Durante vinte semanas, 20 perfis foram disponibilizados na página, em uma série de cinco imagens para cada uma das ciclistas. "Por limitações de tempo e de orçamento, focamos em Lisboa e Porto, cidades onde a ciclocultura está crescendo".
Nesta entrevista, a jornalista portuguesa fala sobre o documentário, a relação entre o ciclismo e as mulheres, além do uso da bicicleta em algumas cidades de Portugal:
Brasil Post: De que maneira as mulheres de Lisboa receberam o projeto? Elas estão empolgadas? Mais mulheres querem participar?
Laura Alves: Elas receberam muito bem! A maior parte das mulheres com quem conversamos eram pessoas conhecidas, do meu círculo de amizades. Contudo, houve vários contatos de pessoas que queriam participar, e pelo menos duas delas foram retratadas e entrevistadas. A única condição era que fossem mulheres que de fato usam a bicicleta no seu dia-a-dia, e não apenas como lazer. E ficamos espantados porque o feedback que íamos recebendo era muito positivo. As participantes passaram a ser carinhosamente chamadas de “Marias” e houve quem nos confidenciasse que começou ou recomeçou a pedalar por se ter sentido inspirada pela Maria Bicicleta. Isso, para nós, é muito positivo!
Qual o perfil da ciclista de Lisboa? Vocês conseguiram chegar a um perfil homogêneo, que sempre aparece nas entrevistas?
Não existe um perfil, até porque o projeto Maria Bicicleta não se trata de um estudo que nos permita avaliar as características destas mulheres dessa forma. No caso destas 20 mulheres, as faixas etárias vão dos 20 aos 40 anos de idade, todas com formação superior e com uma atividade profissional em áreas muito diversas, das artes à informática, da arquitetura à educação, do marketing à biologia... Umas com filhos, outras sem, umas mais aventureiras ou menos, umas com bicicletas mais antigas, outras com veículos mais recentes, umas que fazem questão de usar capacete, outras que não sentem necessidade dele. Ou seja, não é possível traçar um único perfil, mas todas as histórias que captamos são importantes, pois mostram os tipos de mulher que pedalam nas nossas cidades. Se tivesse de apontar uma característica em comum, talvez a atitude forte, destemida e descomplexada perante a vida.
O projeto trata da experiência feminina de andar de bicicleta em Lisboa. O projeto tinha alguma intenção feminista desde o princípio? Ele se tornou feminista depois que iniciou?
Não creio que o projeto possa ser encarado como feminista. Mas talvez seja, pelo lado em que pretende também fazer algo mais pela igualdade de gênero no que diz respeito à ciclocultura no feminino. Ainda é razão de notícia ver mulheres andando de bicicleta nas grandes cidades portuguesas como Lisboa e Porto. Na verdade, isso é uma prática muito natural em alguns meios mais pequenos, em zonas do litoral como Aveiro, onde até as mulheres mais idosas pedalam no dia-a-dia. Lisboa tornou-se algo preconceituosa e dependente do automóvel nas últimas décadas, e a bicicleta ressurgiu há alguns anos, felizmente. Gostaria muito que o Maria Bicicleta contribuísse para que, daqui em diante, ser mulher e ser ciclista fosse tão natural que não houvesse necessidade de ser assunto. E que uma mulher se sinta à vontade para andar no trânsito de bicicleta sem se sentir julgada, envergonhada ou insegura.
Muitas mulheres no Brasil sofrem preconceito e abuso verbal quando andam de bicicleta. Qual a principal reclamação das mulheres de Lisboa? E do resto do país?
Aqui também acontecem alguns abusos de linguagem e algum desrespeito, em virtude da ideia generalizada e machista de que as mulheres não sabem conduzir. Esse preconceito está tão enraizado culturalmente que as mulheres ciclistas, só porque pedalam de saia, são encaradas como alguém que não sabe o que está a fazer. Mas mais uma vez, isto é uma generalização. Eu própria já fui julgada dessa forma por condutores homens que fazem questão de “ensinar” e mostrar algum paternalismo, quando são eles que não conhecem as leis de trânsito. Muitas das mulheres com quem falamos não sentem esse assédio, pois falam até de alguma cortesia e discriminação positiva, pelo fato de serem mulheres conduzindo uma bicicleta. Outras falam de experiências contrárias. Mas talvez a principal reclamação seja comum a todos os ciclistas, sejam eles homens ou mulheres: os automóveis que não respeitam a distância mínima de segurança ao fazer uma ultrapassagem e o acharem que quem anda de bicicleta está somente a passeio e não indo para o trabalho, por exemplo.
Como os homens portugueses reagiram ao projeto?
Muito bem! Tínhamos algum receio inicial de que esta questão fosse encarada como uma espécie de "guerra dos sexos", de mulheres contra homens. Mas como na verdade nunca se tratou disso – mas sim de revelar que existem estas mulheres, que elas pedalam pela cidade e que não fazem disso uma grande complicação – toda a comunidade ciclista aplaudiu a nossa iniciativa e aguardava semana após semana pela revelação da próxima ciclista. O projeto foi encarado como necessário e foi muito elogiado, o que nos deixa muito orgulhosos.
Vocês pretendem levar o projeto para outros países que tenham muitas mulheres ciclistas, como China, França ou até mesmo o Brasil?
Este projeto foi desenvolvido em paralelo com as nossas atividades profissionais. O tempo nem sempre sobra e estender o documentário a outros países implica em outra logística e apoio financeiro. Ainda não pensamos em estender o projeto, embora já tenhamos tido abordagens nesse sentido. Quem sabe? Tudo irá depender de possíveis parcerias que possamos desenvolver no futuro.
Vocês pretendem levar o projeto para o público masculino também?
Se fizermos um trabalho com ciclistas masculinos seria necessária uma abordagem mais específica, pois os ciclistas masculinos são a grande maioria. Há algumas ideias, mas ainda nada em concreto que possa ser divulgado.
Vocês também usam bicicletas? Como tem sido o uso da bicicleta em Portugal? Nas suas opiniões, o país tem investido neste setor?
Sim. Ambos usamos a bicicleta como meio de transporte principal. Há algumas décadas a bicicleta sofreu um preconceito que se tornou complicado de ultrapassar. Passou a ser vista como um meio de transporte de pessoas pobres, que não tinham poder de compra para ter uma mota ou um carro. Em algumas partes de Portugal, mais planas, a bicicleta nunca foi abandonada, mas numa cidade como Lisboa, há seis ou sete anos atrás contavam-se nos dedos de uma mão as pessoas que se aventuravam a andar de bicicleta no meio do trânsito. Há dois ou três anos assistimos a uma autêntica explosão, quer por ser um fenômeno de moda, dado que os próprios meios de comunicação e as marcas comerciais tratam a bicicleta como sendo algo “cool”, quer porque há o exemplo de outras cidades europeias onde a ciclocultura é flagrante, quer porque as pessoas começam a ter uma maior consciência ecológica e procuram uma maior qualidade de vida nas cidades onde o automóvel asfixia os cidadãos. Mas há ainda muito a fazer, claro. Portugal está no início, começou há muito pouco tempo a planejar infra-estruturas e ciclovias, a pensar nos ciclistas; mas nem sempre estas obras são bem executadas. Desde janeiro deste ano que o código de trânsito daqui inclui algumas medidas que beneficiam os ciclistas e procuram zelar pela sua segurança na estrada e isso é já bastante positivo.
Vocês vêem a bicicleta como o meio de transporte ideal para grandes cidades?
Sem dúvida. Há muitos estudos e dados que relacionam direcamente o uso da bicicleta com uma maior qualidade de vida. Cidades com menos automóveis, onde o espaço público é devolvido às pessoas e onde se privilegiam os modos de locomoção suaves, serão sem dúvida cidades muito mais agradáveis de viver. É um engano achar que ir de carro é mais rápido. Um carro é ótimo para longos percursos ou mesmo para tarefas como carregar as compras do mês, mas para a maior parte das deslocações na cidade, uma bicicleta acaba por ser mais rápida, econômica e eficaz. Em Lisboa sofremos do mito das colinas. Como parte da cidade tem uma topografia acidentada, muita gente é incapaz de ultrapassar essa barreira psicológica, mas a verdade é que, analisando o mapa da cidade, a maior parte dela é ciclável sem grande esforço, e há mesmo estudos que o demonstram.